O Expresso, que foi incapaz de dar destaque à nota de imprensa do PCP sobre os atentados de Bruxelas, compôs uma peça bastante infeliz [2] acerca de um post isolado e descontextualizado do Miguel Tiago no Facebook [3].
O post em questão é este: "Tal como a pobreza, a fome, o desemprego, os baixos salários, a
criminalidade, a guerra, a degradação cultural, artística, social e
ambiental, também o terrorismo é resultado da acção dos NOSSOS governos. Se queremos resolver o terrorismo, temos de acabar com a política de
direita aqui. Se queremos só fingir que resolvemos para que mais tarde o
terrorismo caia mais violento ainda sobre nós, basta agitar as
bandeiras do ódio. As mesmas que, pintadas com estrelinhas sobre um
fundo azul, com ou sem riscas vermelhas, se fizeram passar por
bandeiras da democracia." [3]
Curiosamente o primeiro comentário ao post do Miguel Tiago é meu: na circunstância escrevi "nem mais", em jeito de absoluta concordância com aquilo que escreveu o Miguel. Voltaria a fazê-lo, por razões que já explicitei ontem e às quais acrescento novos argumentos hoje. Já lá vamos.
Mostrar mensagens com a etiqueta terrorismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta terrorismo. Mostrar todas as mensagens
23/03/2016
22/03/2016
9 notas [muito breves] sobre os atentados em Bruxelas.
1ª. A minha total solidariedade para com as vítimas: os seres humanos assassinados e feridos, aqueles que perderam familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, e para aqueles que viram as suas vidas seriamente afectadas pela circunstância de terem a sua cidade transformada em cenário de guerra;
2ª. A minha total condenação e repulsa face a um atentado desumano, cruel e arbitrário, cuja natureza contraria todo e qualquer sentimento de igualdade relativamente ao nosso semelhante;
16/11/2015
França, o Facebook e a infantilização do debate político
Os acontecimentos de Paris desencadearam reacções naturais e compreensíveis que, num mundo tomado por formas de individualismo sectário, se expressaram sobretudo através das redes sociais.
As redes sociais são, sabemo-lo bem, espaços cuja estrutura, o ambiente e a lógica muito convidam ao conflito. Elas maximizam a agressividade natural de muitos de nós. São também “lugares” não pensados para debates profundos sobre temas que ultrapassem a superficialidade do penalty duvidoso. Ninguém lê 4000 caracteres publicados num comentário a uma notícia, ou ao “post” de um amigo, mesmo quando não há outra forma de explicar de forma clara uma opinião sem recurso a 4000 caracteres.
Etiquetas:
facebook,
frança,
paris,
privacidade,
tecnologia,
terrorismo
15/11/2015
Não passarão.
Não foi por mero acaso que na véspera dos cobardes e horrendos ataques terroristas em Paris outros dois ataques de enormes proporções tiveram lugar na capital do Líbano, Beirute. Não será por acaso que, se novos ataques vierem a ocorrer em alguma cidade da Europa ocidental, outro terá ocorrido numa qualquer cidade do mundo árabe. A razão é simples: os ataques do ISIS, de células da rede Al Qaeda ou de outros grupos da extrema-direita sunita têm lugar quase todos os dias no vasto território que vai do mediterrâneo oriental à fronteira do Afeganistão com a China.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

