No one is coming to save you, Comrade.
[...]
Everybody is sure change is right around the corner, that divine powers will steer us the right way. Everybody is sure time is on our side, that the good ones will always win and that things can’t hold out much longer. Everybody says a revolution is possible with no bloodshed and no hard feelings, that everyone will be heard and cared for.
Everybody is waiting. Waiting for something. Waiting for somebody, somebody to save them.
They aren’t coming to save you, Comrade.
Nobody is.
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27/05/2019
23/05/2019
Rebellion
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24/06/2016
Sobre o Brexit, antes de "over-and-out"
1. Hoje na TSF ouvi um jornalista referir-se repetidamente ao resultado do referendo como algo que está a chocar a Europa e o Mundo. Na mesma frase duas ideias questionáveis e muito pouco objectivas: em primeiro lugar a ideia de que existe "na Europa e no Mundo" uma unanimidade em torno da avaliação sobre o resultado do referendo; em segundo lugar a ideia de que essa unanimidade se refere a uma avaliação negativa. Foi assim antes do referendo e será assim depois dele: dramatização e análise selectiva da informação;
2. Sou comunista há 20 anos. Anti-fascista, anti-racista convicto. Defendo para Portugal uma política de recepção de imigrantes e refugiados muito mais aberta do que aquela que hoje existe. Combato por exemplo a vergonhosa expulsão de imigrantes e refugiados que se encontra em curso, ao abrigo do triste acordo EU-Turquia. Não admito que me confundam, nem que confundam aqueles que comigo partilham a ideia de que a UE e o Euro são trágicos instrumentos de submissão das pessoas comuns aos interesses dos mercados financeiros e afins, com nazi e fascistas da estirpe da senhora Le Pen ou do senhor Farage.
3. Não compreender que existem várias perspectivas sobre a necessidade de colocar um ponto final na submissão dos povos dos países membros da EU ao directório das grandes potências (das quais aliás a GB tem feito parte...), não compreender que um comunista e um fascista podem apelar ao mesmo sentido de voto com base em premissas não apenas diferentes mas profundamente conflituantes (o que de resto se passou também no campo do "sim" no recente referendo) é na verdade compreender muito pouco sobre o que se passou esta 5ª feira no Reino Unido...
4. A democracia não é apenas boa quando o resultado nos interessa. Eu votei em todas as eleições realizadas em Portugal desde os meus 18 anos e tirando o Referendo da IVG nunca “ganhei” em nenhuma delas. Estaria tramado se não tivesse a capacidade de encaixar resultados que não desejo. Já a UE, o seu directório de burocratas não eleitos, os governos que lhes dão suporte e o próprio PE parecem muito pouco disponíveis para ouvir os povos, razão pela qual o resultado de ontem era mais ou menos evidente faz muito tempo. Isso explica também as pressões sobre vários países para que não se realizem referendos semelhantes, ou a inacreditável estratégia levada a cabo para trucidar o resultado de referendos do passado.
2. Sou comunista há 20 anos. Anti-fascista, anti-racista convicto. Defendo para Portugal uma política de recepção de imigrantes e refugiados muito mais aberta do que aquela que hoje existe. Combato por exemplo a vergonhosa expulsão de imigrantes e refugiados que se encontra em curso, ao abrigo do triste acordo EU-Turquia. Não admito que me confundam, nem que confundam aqueles que comigo partilham a ideia de que a UE e o Euro são trágicos instrumentos de submissão das pessoas comuns aos interesses dos mercados financeiros e afins, com nazi e fascistas da estirpe da senhora Le Pen ou do senhor Farage.
3. Não compreender que existem várias perspectivas sobre a necessidade de colocar um ponto final na submissão dos povos dos países membros da EU ao directório das grandes potências (das quais aliás a GB tem feito parte...), não compreender que um comunista e um fascista podem apelar ao mesmo sentido de voto com base em premissas não apenas diferentes mas profundamente conflituantes (o que de resto se passou também no campo do "sim" no recente referendo) é na verdade compreender muito pouco sobre o que se passou esta 5ª feira no Reino Unido...
4. A democracia não é apenas boa quando o resultado nos interessa. Eu votei em todas as eleições realizadas em Portugal desde os meus 18 anos e tirando o Referendo da IVG nunca “ganhei” em nenhuma delas. Estaria tramado se não tivesse a capacidade de encaixar resultados que não desejo. Já a UE, o seu directório de burocratas não eleitos, os governos que lhes dão suporte e o próprio PE parecem muito pouco disponíveis para ouvir os povos, razão pela qual o resultado de ontem era mais ou menos evidente faz muito tempo. Isso explica também as pressões sobre vários países para que não se realizem referendos semelhantes, ou a inacreditável estratégia levada a cabo para trucidar o resultado de referendos do passado.
22/06/2016
23/05/2016
20/05/2016
O negócio da Novilíngua
Num tempo em que as pessoas comuns se distanciaram da participação cívica e política clássica - as razões desse afastamento são relevantes mas, no caso concreto, laterais - as empresas (onde de resto passam a esmagadora maioria do tempo útil das suas vidas) assumiram o papel de doutrinação - através de treino técnico e formas de doutrinação ideológica não raras vezes manipuladora - que outrora pertenceu aos homens e às mulheres dedicados à intervenção política e social. O Grande Irmão do século XXI já não é um líder político; ele é o CEO "de referência" num plano macro e o conselho de administração da organização em que cada um de nós trabalho, num plano mais local. É neste contexto que surgem fenómenos de reformulação de linguagem, com impacto directo nas super-estruturas ideológicas da sociedade. Os "empreendedores" são exemplos, mesmo quando o empreendedorismo que empreendem representa elevadíssimos custos sociais, económicos, políticos, ambientais e humanos. Um novo dicionário da economia capitalismo do século XXI varreu do discurso normalizado dos "colaboradores" e chefias expressões ou palavras menos rentáveis, subversivas, perigosas, expansivas, incongruentes com os processos de normalização em curso. Nas organizações modernas não existem problemas, "apenas desafios e soluções"; a linguagem foi limpa de expressão "negativas", todas reformuladas "pela positiva"; os estrangeirismos roubaram uso e significado à inimaginável riqueza da língua materna. O patrão deixou de ser patrão e o trabalhador não trabalha: colabora. A (de)formação ideológica da sociedade capitalista do século XXI é feita 8 a 12 horas por dia, nos locais de trabalho. E curiosamente é precisamente nos locais de trabalho que reside a semente da esperança de uma mudança radical, em direcção não a novas formas de chegar ao mesmo viver, mas antes a novas formas de construir um novo viver.
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12/05/2016
Individualism vs. Resistance
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06/05/2016
Livros de 2016 [14]: "O último dia de Salvador Allende", por Óscar Soto.
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[última fotografia de Allende, em La Moneda, durante o ataque ao Palácio. Fotografia: Gamma-Keystone via Getty Images]
[última fotografia de Allende, em La Moneda, durante o ataque ao Palácio. Fotografia: Gamma-Keystone via Getty Images]
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25/04/2016
25 de Abril, sempre! Fascismo nunca mais.
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen
[imagem]
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22/04/2016
Livros de 2016 [9]: "O denunciante", por Liam O'Flaherty.
A par de leituras de textos de James Connolly, ou de excertos de obras de V. I. Lénine dedicados à independência da Irlanda, resolvi comemorar o centenário da "Easter Rising" de 1916 com "O denunciante" ("The Informer"), de Liam O'Flaherty. A edição que tenho - e que creio que é a única tradução para a língua portuguesa desta obra - é da Europa-América; a tradução, que foi feita a partir do francês, é de José Saramago.
A leitura vai andando em paralelo com os textos referidos e com as últimas páginas de "Jesus Cristo bebia cerveja".
A leitura vai andando em paralelo com os textos referidos e com as últimas páginas de "Jesus Cristo bebia cerveja".
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31/03/2016
Livros de 2016 [5]: "Requiem - by the photographers who died in Vietnam and Indochina"
Confesso, com satisfação, que foram muitos os livros que me provocaram os mais tremendos sentimentos, diversos na sua natureza, uniformes num nível de intensidade absolutamente arrebatador. Sentir o que se lê é, muito provavelmente, a mais incrível sensação que as letras, as frases, os textos e as imagens - desenhadas ou registadas em fotografia - podem oferecer a quem ama a literatura, os livros e as histórias que imortalizam. Acontece porém que apenas cinco obras de entre as muitas que li em 38 anos de vida me fizeram chorar. Este "Requiem - by the photographers who died in Vietnam and Indochina" foi uma delas.
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25/03/2016
Homem morto não chora
Estreou ontem em Almada a mais recente peça do grupo Não matem o mensageiro, "Homem morto não chora". E eu, que estive lá, não me vou armar em crítico - papel para o qual não tenho competências nem vocação - mas não posso deixar de partilhar com quem por aqui passar duas ou três ideias sobre o que vi e senti.
A história de "Homem morto não chora" conta-se em poucas palavras: apanhado num esquema de corrupção no exercício das suas funções como ministro da administração interna, um ex-professor recebe no seu gabinete - e por convite seu dirigido à redacção de um canal de televisão imaginário - um jovem jornalista estagiário, antigo aluno seu. Lá fora uma imensa manifestação grita pela demissão de um governo que acusa de ter reinstaurado a ditadura fascista em Portugal. Pedro, o jovem jornalista que na faculdade ainda não compreendia o processo histórico na sua violência intrínseca, já não é o mesmo rapaz que o ex-ministro conheceu no passado e a entrevista acabará por demonstrá-lo com cristalina clareza.
A história de "Homem morto não chora" conta-se em poucas palavras: apanhado num esquema de corrupção no exercício das suas funções como ministro da administração interna, um ex-professor recebe no seu gabinete - e por convite seu dirigido à redacção de um canal de televisão imaginário - um jovem jornalista estagiário, antigo aluno seu. Lá fora uma imensa manifestação grita pela demissão de um governo que acusa de ter reinstaurado a ditadura fascista em Portugal. Pedro, o jovem jornalista que na faculdade ainda não compreendia o processo histórico na sua violência intrínseca, já não é o mesmo rapaz que o ex-ministro conheceu no passado e a entrevista acabará por demonstrá-lo com cristalina clareza.
22/03/2016
Fidel e eu.
A visita oficial do presidente dos Estados Unidos da América a Cuba é um momento particularmente sensível no debate político e ideológico no plano nacional e internacional. Contra os comunistas portugueses, por exemplo, são arremessadas as velhas e gastas acusações de sempre, todas elas enganosas e aldrabadas, todas elas desmascaradas pela realidade.
Este post não tem como objectivo rebater nenhuma das fantasias alucinadas dos e das aprendizes de Márcia Rodrigues que ao longe vêem uma realidade desfocada pela desinformação ou por reaccionária miopia. Que fiquem com a opção aplicável, ou com as duas, que bens desta natureza têm valor de mercado neste decrépito capitalismo de início de milénio. O propósito é outro e declaro-o sem rodeios: lembrar Fidel e a sua importância na minha vida.
Este post não tem como objectivo rebater nenhuma das fantasias alucinadas dos e das aprendizes de Márcia Rodrigues que ao longe vêem uma realidade desfocada pela desinformação ou por reaccionária miopia. Que fiquem com a opção aplicável, ou com as duas, que bens desta natureza têm valor de mercado neste decrépito capitalismo de início de milénio. O propósito é outro e declaro-o sem rodeios: lembrar Fidel e a sua importância na minha vida.
06/11/2015
Outubro
Ele há coisas que são visivelmente incompreensíveis para boa parte daqueles que, não se cansando de caracterizar quotidianamente os comunistas, revelam a cada palavra profunda ignorância. Uma delas é esta coisa de comemorarem "Outubro" em Novembro, ou seja, de celebrarem anualmente a Grande Revolução Socialista de Outubro de 1917 na data correspondente do calendário gregoriano, que é 7 de Novembro. Pois bem: amanhã é o dia da Revolução e esse é sempre um bom pretexto que soltar um sonoro "urra!" e dar vivas ao poder que em 1917 os sovietes declararam na imensa Rússia pós-czarista.
A aproximação do centenário da Revolução que Lénine liderou convoca todos os comunistas para um aprofundamento do estudo e da reflexão em torno das realizações e dos méritos, dos erros e das deformações (dos crimes, também) de 74 anos de poder soviético no território que em 1922 - depois de uma guerra civil sangrenta na qual participaram (contra o jovem poder soviético) exércitos de muitos estados "ocidentais" - se tornaria numa União federal de Repúblicas Socialistas, a URSS. É precisamente nesse contexto, ou com esse objectivo, que farei a leitura (e nalguns casos releitura) de obras que apontam o dedo à União Soviética e que, nalguns casos, o fazem na base do absoluto preconceito anti-comunista, sem sustentação nem base histórica cientificamente admissível.
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