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10/04/2016

Je suis Joana Vasconcelos

Pronto, talvez o título seja um exagero, concedo. Mas a questão fundamental permanece: eu próprio teria certamente feito semelhante figura - ridícula, naturalmente... - àquela que a artista do regime fez quando se deixou gravar para um clip da campanha "E se fosse eu?". A razão é simples: não há conhecimento teórico nem empatia com os refugiados que nos preparem para decidir quais seriam os objectos que colocaríamos na mochila se, com balas a assobiar por cima da cabeça, fossemos forçados a deixar para trás as nossas casas e os nossos pertences para procurar paz noutra parte do mundo. Naturalmente que não me passaria pela cabeça levar comigo jóias, óculos de sol, iphone (que de resto não tenho) ou cadernos para desenhar. Mas à enorme distância que me separa da verdadeira situação - é bom não nos esquecermos que o exercício proposto pela campanha em causa é meramente especulativo... - não me estou a ver a abandonar o meu exemplar de bolso de "Spartacus" (o romance de Howard Fast). Dito isto, sou capaz de ser um bocadinho Joana Vasconcelos, não sei. Felizmente não estou sujeito a tamanho escrutínio público nas redes associais.

[escrito isto, aconselho a leitura do texto que o meu camarada - e companheiro de Manifesto74 - António Santos dedicou ao tema]
[imagem]

18/02/2016

Notícias da indiferença.


Um homem passa um bebé por entre arame farpado na fronteira entre a Sérvia e a Hungria, 28 de Agosto de 2015. A fotografia é do australiano Warren Richardson e ganhou o World Press Photo 2016. Do lado de cá do Muro de Schengen, essa cortina de indiferença que tudo torna nebuloso para lá das fronteiras daquilo a que se convencionou chamar "Europa", será um sucesso em blogues, twitters, facebooks e afins. Como a célebre fotografia de Kevin Carter teria feito, se nessa altura existissem "redes sociais".