Quando em meados dos anos 90 fui pela primeira - e única - vez a Londres comprei dois presentes de mim para mim: o albúm "Leave home", dos Ramones, e uma camisola com o bem conhecido símbolo da águia segurando um bastão de basebol numa das garras e um ramo de macieira na outra. A música dos Ramones era nessa fase a expressão de uma certa forma de rebeldia controlada que emergia em mim. Letras simples, faixas curtas e baseadas nos três acordes do punk-rock pareciam a receita certa para uma sintonia total entre o miúdo que eu era e as histórias contadas pela voz singular de Joey, o lingrinhas dos óculos escuros. A coisa funcionava.
