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04/09/2016

Festa do Avante! [dia 3]

Tanto povo, tanta revolução por colher dentro de cada um dos muitos mil que encheram as Quintas da Atalaia e do Cabo...


Festa do Avante! [dia 2]

O dia 2 da Festa foi muito longo, a terminar com um turno de 4 horas na Feira da Ladra da ORL*. Do dia destaco, tal como na Festa de 2015, o curto mas intenso concerto dos Torga, a entrada em palco do João Sampayo dos Peste & Sida vestido de televisão (e ao som de "Estrela da TV"), e este miúdo que a fotografia revela com artes e acrobacias (seguras) numa trave a 4 metros do chão, no espaço da criança. Não foi "um número", o rapaz subiu porque se sentia bem lá em cima, e por ali andou como se a trave estivesse a um palmo do chão, sem pressões. Porque na verdade, se a trave estivesse a um palmo do chão muitos de nós seriamos capazes de a atravessar várias vezes sem desequilíbrios, mas também sem perceber que muitas vezes o que nos angustia, bloqueia e aterroriza não é uma tarefa mas o contexto que a rodeia.


* Organização Regional de Lisboa.

03/09/2016

Festa do Avante! [dia 1]

Passei a noite de ontem no recinto da Festa do Avante!, que até 2015 era "apenas" a Quinta da Atalaia, e que em 2016 tem também a Quinta do Cabo. De todo o muito que haveria para contar opto por aquilo que mais me impressionou: durante toda a noite observei a muita gente sentada nas esplanadas; não me lembro de mais de meia-dúzia de pessoas agarradas ao telefone. Não vi "selfies", embora esteja certo de que foram registadas muitas. Não me lembro sequer da habitual deposição dos telefones em cima das mesas, lugar comum das esplanadas de cidade e praia, nos tempos que correm. Quer isto dizer que são os comunistas e os visitantes da Festa gente superiormente esclarecida relativamente aos malefícios da utilização desvairada das tecnologias digitais? Não creio. A resposta está num ambiente que convida à presença, à conversa, ao convívio, à atenção mútua.


23/10/2015

O déspota iluminado

A recente comunicação do presidente da República (PR), a propósito da indigitação do presidente do PSD para a função de primeiro-ministro do XX governo constitucional após o 25 de Abril de 1974, ficará certamente para a história como uma das mais tristes, rancorosas, preconceituosas e fracturantes intervenções de um chefe de Estado em Portugal.

15/10/2015

Portugal e a NATO

As referências à NATO como elemento potencialmente desagregador de uma alternativa que assuma uma ruptura objectiva face à política de direita têm sido regulares, abundantes e desinformadas desde que, após 4 de Outubro, se verificou uma mudança importante na correlação de forças existente no quadro da Assembleia da República eleita.

14/10/2015

A nova "ameaça vermelha" [actualizado com post-scriptum]

Quando um dia se fizer a história do processo pós-eleitoral de 2015, analisando a forma como a imprensa se mobilizou para caricaturar, marginalizar e descredibilizar uma solução governativa de ruptura com longo anos de submissão não disfarçada da política à finança e aos interesses das corporações nacionais e internacionais, não duvido que uma das conclusões prováveis se refira à forma como o medo foi arma de arremesso usada e abusada por um batalhão de fazedores de opinião fortemente empenhados em derrotar qualquer alternativa real ao status quo.

12/10/2015

"Vêm aí os russos" [e parece que os cubanos também]

Outubro de 2015 marca o fim do mito em torno dos chamados "partidos de protesto" que marcou ao longo de cerca de 40 anos o discurso mediático em torno das organizações políticas à esquerda do PS, com particular destaque para o PCP.

11/10/2015

"Vêm aí os russos"

O quadro político pós-eleitoral, marcado pela perda da maioria absoluta dos mandatos na Assembleia da República por parte da coligação de direita e pela insuficiência de votos e mandatos por parte do PS para formar governo (sozinho), resultou num cenário relativamente inédito, que dá inteira razão aos que antes das eleições foram identificando o propósito exclusivo das legislativas tal como são realizadas em Portugal: escolher 230 deputados e, por essa via, definir a correlação forças no quadro da Assembleia da República.