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03/03/2016

A matemática da [e na] vida

Pertenço ao grupo dos infelizes que se resignaram à ideia de não terem bagagem intelectual suficiente para desafiar a matemática e as disciplinas que delas dependem directamente. Esta resignação determinou em larga medida o meu percurso académico, inaugurando a primeira das desistências que nesta vida fui somando face a obstáculos que me pareceram - pelo menos em determinado momento - intransponíveis.

Aos 25 ou 26 anos acordei para a beleza dos números embora mesmo nessa altura a perspectiva de me relacionar directamente com eles me tenha parecido absolutamente impraticável. O cérebro cristalizou para essa dimensão do raciocínio, coisa que na verdade acabou por se revelar dramática. Creio que aquele que se resigna perante a impossibilidade de compreender a mecânica quantitativa das coisas fica, a prazo, limitado na sua capacidade de equacionar e avaliar possibilidades, coisa que reduz profundamente a realidade que é capaz de intuir para lá do limitado visível quotidiano.