
Já me passou a febre de assumir vinculações clubísticas com clubes estrangeiros. Acompanho alguns, sobretudo se neles identificar semelhanças com o Belenenses, e sinto-me identificado com outros, por razões diversas que variam de emblema para emblema, embora não sinta - não possa sentir, por manifesta incapacidade - por nenhum emblema aquilo que sinto pelo Clube da minha vida. Dito isto, se há clube que em Londres vou acompanhando com atenção, jornada a jornada, é o Leyton Orient FC, emblema do bairro com o mesmo nome que, depois de sair dos campeonatos da esfera da Football Association [disputou em 2018/2019 a National League, quarta divisão inglesa], regressou este ano com brilhantismo e alma aos Campeonatos Profissionais, sob o comando de Justin Edinburgh, o treinador que pegou na equipa para a devolver ao seu lugar. Foi aliás em conversa com um consócio belenenses, no Arraial do Centenário que em boa hora o Clube organizou após a jornada final da série 2 do Campeonato da 1ª Divisão da AFL, que fiquei a saber que horas antes Justin Edinburgh havia falecido inesperada e tragicamente aos 49 anos. É uma notícia triste para o Leyton Orient e, naturalmente, para a família de Justin Edinburgh. Pela minha parte reforcei a ligação ao Orient inglês, apoiando-o na sua difícil caminhada que passou recentemente na libertação de um ex-proprietário sem respeito pela história do Clube e pelos seus verdadeiros donos.
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