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16/11/2015

França, o Facebook e a infantilização do debate político


Os acontecimentos de Paris desencadearam reacções naturais e compreensíveis que, num mundo tomado por formas de individualismo sectário, se expressaram sobretudo através das redes sociais.

As redes sociais são, sabemo-lo bem, espaços cuja estrutura, o ambiente e a lógica muito convidam ao conflito. Elas maximizam a agressividade natural de muitos de nós. São também “lugares” não pensados para debates profundos sobre temas que ultrapassem a superficialidade do penalty duvidoso. Ninguém lê 4000 caracteres publicados num comentário a uma notícia, ou ao “post” de um amigo, mesmo quando não há outra forma de explicar de forma clara uma opinião sem recurso a 4000 caracteres.

15/11/2015

Não passarão.



Não foi por mero acaso que na véspera dos cobardes e horrendos ataques terroristas em Paris outros dois ataques de enormes proporções tiveram lugar na capital do Líbano, Beirute. Não será por acaso que, se novos ataques vierem a ocorrer em alguma cidade da Europa ocidental, outro terá ocorrido numa qualquer cidade do mundo árabe. A razão é simples: os ataques do ISIS, de células da rede Al Qaeda ou de outros grupos da extrema-direita sunita têm lugar quase todos os dias no vasto território que vai do mediterrâneo oriental à fronteira do Afeganistão com a China.