Morreu ontem no Chile, onde vivia desde 1992, Margot Honecker, comunista alemã, dirigente do SED e ex-ministra da educação na República Democrática Alemã (RDA). Margot era viúva de Erich Honecker, resistente antifascista que conheceu as prisões da Gestapo antes da derrota nazi de 1945, e que foi líder do SED e principal dirigente político da RDA durante a fase final da história daquele país.
Lamentar a morte de Margot é no contexto actual um risco. A RDA é por quase todos vista através das lentes da narrativa imperante. Em todo o caso o julgamento dos outros pouco me importa, sobretudo porque para mim, muito mais importante do que o julgamento alheio, é o meu próprio julgamento acerca da coerência - entendida como correspondência entre pensamento e acção - que procuro cultivar na minha vida. Lamento profundamente a morte de Margot e creio que é, apesar da discrição em que viveu desde 1992 junto dos meus camaradas chilenos (profundamente apoiados pela RDA entre 1973 e o início dos anos 90 na sua luta contra o fascismo pinochetista), uma enorme perda para o movimento comunista e revolucionário internacional.
[na imagem Margot e Erich Honecker]
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07/05/2016
23/10/2015
O déspota iluminado
A recente comunicação do presidente da República (PR), a propósito da indigitação do presidente do PSD para a função de primeiro-ministro do XX governo constitucional após o 25 de Abril de 1974, ficará certamente para a história como uma das mais tristes, rancorosas, preconceituosas e fracturantes intervenções de um chefe de Estado em Portugal.
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14/10/2015
A nova "ameaça vermelha" [actualizado com post-scriptum]
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12/10/2015
"Vêm aí os russos" [e parece que os cubanos também]
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11/10/2015
"Vêm aí os russos"
O quadro político pós-eleitoral, marcado pela perda da maioria absoluta dos mandatos na Assembleia da República por parte da coligação de direita e pela insuficiência de votos e mandatos por parte do PS para formar governo (sozinho), resultou num cenário relativamente inédito, que dá inteira razão aos que antes das eleições foram identificando o propósito exclusivo das legislativas tal como são realizadas em Portugal: escolher 230 deputados e, por essa via, definir a correlação forças no quadro da Assembleia da República.
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