El pueblo vasco es extraordinario. ¿Lo oyen? Es el silencio de los 0 concejales de 2.647 de Ciudadanos en el País Vasco. pic.twitter.com/wQgwIB3J9W— Fonsi Loaiza (@FonsiLoaiza) 26 de maio de 2019
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27/05/2019
¿Lo oyen?
Abstenção
Nunca fui, não sou e temo bem que nunca venha a ser suficientemente inteligente para interpretar resultados eleitorais em toda a sua complexidade. Os meus parcos recursos interpretativos limitam-se aos grandes números e à sua evidência mais explícita. Coisas como os 70% de eleitores que ontem se deram ao trabalho de não se darem ao trabalho, e relativamente aos quais se produzem as mais diversas teses, todas depois unificadas em torno da ideia de "abstenção de protesto", como se uma mole de 7.247.674 pessoas se tivessem reunido e, depois de aturado debate, decidido enviar à "classe política" uma mensagem em uníssono de repúdio relativo aos "partidos tradicionais". Pela minha parte, sem necessidade de agradar a ninguém, e com a única obrigação de ser coerente com o que penso, acredito que independentemente de razões particulares que terão impedido pequenos grupos de eleitores de exercerem o seu direito de voto por razões atendíveis, e descontados os abstencionistas ideológicos, a esmagadora maioria dos 70% dos ausentes são pessoas que se sentem moralmente acima daquilo a que por cá se convencionou chamar "democracia", não desejando todavia nada de substancialmente diferente no que à organização política, económica, social, cultural e ambiental das comunidades diz respeito. É uma tese como qualquer outra e esta, garanto-vos, é mesmo aquela em que acredito. Não os vejo reivindicando mecanismos de participação directa nas decisões políticas, coisa que justificaria uma menor disposição para os mecanismos da delegação de poder. Por isso aquilo que os desmotiva relativamente à participação nas eleições é uma ideia genérica de não merecerem os partidos o incómodo da sua deslocação às urnas. Por mim tudo bem, defendo que no limite todos temos o direito de não nos importarmos com aquilo que nos transcende; como diriam os Ultras do FC Sankt Pauli "até os imbecis têm direitos" [referindo-se aos neonazis do Fußballclub Hansa Rostock] e o direito à indiferença está aí, à mão da "maioria silenciosa". Seja como for, o que mais me importa, contados os votos e encontrados os "não votos", é aquela formulação do anarquista galego Ricardo Mella relativa ao acto de votar, e que aplicada ao acto de não votar fica mais ou menos na mesma: "se vocês não quiserem votar, não votem; a mim, o que mais importa é saber o que fazem nos restantes 364 dias do ano".
Balanço eleitoral:
No one is coming to save you, Comrade.
[...]
Everybody is sure change is right around the corner, that divine powers will steer us the right way. Everybody is sure time is on our side, that the good ones will always win and that things can’t hold out much longer. Everybody says a revolution is possible with no bloodshed and no hard feelings, that everyone will be heard and cared for.
Everybody is waiting. Waiting for something. Waiting for somebody, somebody to save them.
They aren’t coming to save you, Comrade.
Nobody is.
[...]
Everybody is sure change is right around the corner, that divine powers will steer us the right way. Everybody is sure time is on our side, that the good ones will always win and that things can’t hold out much longer. Everybody says a revolution is possible with no bloodshed and no hard feelings, that everyone will be heard and cared for.
Everybody is waiting. Waiting for something. Waiting for somebody, somebody to save them.
They aren’t coming to save you, Comrade.
Nobody is.
13/05/2019
O mito de Europa
Diz o mito grego que Europa, filha de Agenor, foi raptada por Zeus que disfarçado de touro a levou para Creta. O rapto continua por desfazer e o mito talvez encontre, para os mais atentos e propensos para estabelecer relações simbólicas, assinalável ligação à actual situação do espaço a que alguns chamam "Europa" mas que na verdade é apenas parte dela. Refiro-me à chamada "União Europeia" [EU]. As eleições para o "Parlamento Europeu", que na verdade é apenas um parlamento comunitário, do qual estão ausentes representantes dos países europeus que não são membros da UE, estão aí. E o que observo, leio e ouço parece-me uma absoluta mistificação sobre o que verdadeiramente "está em causa" nos próximos anos. A narrativa oficial é simples: trava-se uma luta decisiva entre "forças europeístas", empenhadas no reforço da "União", e "forças populistas", empenhadas na sua destruição. A visão é simplista e é a sua simplicidade que serve os interesses das forças mais interessadas em capitalizar esta polarização artificial. Vejamos: apresentam-nos as eleições como sendo no âmbito de uma "Europa" que é afinal apenas parte dela, para um "Parlamento Europeu" que na verdade não inclui representantes de toda a Europa, entre facções que não representam de forma alguma todo o universo de propostas políticas e forças partidárias participantes no sufrágio. E depois queixam-se da baixa participação... Pela minha parte estou à vontade. Leio o suficiente sobre política nacional e internacional para formar a minha própria visão do tema, sem simplificações nem caricaturas tão ao gosto daqueles que confundem eleições com competições desportivas. Mas sei que em Portugal haverá um número não negligenciável de pessoas incapaz de identificar um único "deputado europeu", ou de identificar a cidade onde o dito parlamento se encontra, muito menos de relacionar o que se passa em Estrasburgo e Bruxelas com o seu próprio dia-a-dia aqui ao longe, no cantinho sudoeste do continente. O resultado tem sido desastroso eleição após eleição, que não apenas para o "Parlamento Europeu". Não creio que existam razões substantivas para supor que o quadro geral - independentemente do aparecimento episódico de um novo Marinho Pinto - se vá alterar de forma significativa. A "Europa" sabe que tem em Portugal um membro acrítico e submisso. É uma pena mas é o que é.
Eu voto na CDU e na lista encabeçada pelo João Ferreira, o homem que mete o Sr.Juncker a suar.
Eu voto na CDU e na lista encabeçada pelo João Ferreira, o homem que mete o Sr.Juncker a suar.
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