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28/06/2016

Eram bestiais e agora são bestas. Fora com eles. Já. Não vão os outros perceber que afinal é possível mandar à merda os burocratas não eleitos que mandam na UE.

Era uma vez uma Inglaterra "europeísta", toda ela convicta da sua pertença à União que a Alemanha criou para tentar uma vez mais afirmar a sua hegemonia continental. Nesta Inglaterra idílica não existia racismo, xenofobia nem islamofobia. Ao contrário do que muitos afirmavam, a Inglaterra não foi uma das quatro nações participantes na Cimeira das Lajes, aquela que apresentou o 11 de Setembro de 2001 como o pretexto perfeito, todo embebido em islamofobia, para atacar o Iraque e transformar aquele país num género de Síria do início do milénio. Blair não esteve antes no ataque à Federação Jugoslava, desmembrada à força de urânio empobrecido, e não foi protagonista principal da retórica da "war on terror", a mentira que deu o pontapé de saída na visão de todo o árabe (e de alguns persas também) como uma bomba com pernas, capaz de cortar a cabeça ao mais inocente dos ocidentais.

A verdade é que até há dias atrás o racismo inglês não era mais do que uma ideia sem expressão, com presença reduzida e delimitada aos bairros mais pobres das cidades mais pobres do Reino Unido. O colonialismo britânico, centenas de anos de serviço aos povos selvagens de outras paragens, não foi exploração, violência, submissão e saque. Pelo contrário: a violência britânica no "ultramar" foi sobretudo serviço aos próprios violentados, ingratos que nunca reconheceram a dificuldade do processo de descolonização levado a cabo por políticos com muita imaginação para desenhar em mapas fronteiras sem sentido.