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24/05/2016

Em defesa da Venezuela bolivariana.

Sendo certo que comparações entre tempos históricos e espaços geográficos não coincidentes levantam sempre perplexidades a quem se quer agarrar às diferenças desvalorizando as semelhanças, não é menos verdadeiro que aquela estabelecida pelo Bruno no Manifesto74, a propósito dos paralelismos entre a situação venezuelana de hoje e aquela que em 1973 criou o ambiente propício ao golpe fascista da CIA no Chile (que teve em Pinochet o testa-de-ferro), encontra cabimento em múltiplos pontos coincidentes. Maduro não é Allende e a frente bolivariana venezuelana não é a Unidad Popular chilena; por outro lado a extrema-direita venezuela que promove acções constantes acções de sabotagem não se diferencia no essencial da extrema-direita nazi-fascista chilena, que não apenas sabotou a economia chilena no início dos anos 70 como depois de derrubar a Unidad Popular deu expressão material a uma programa político, económico e repressivo com duas vertentes fundamentais: por um lado a recuperação do poder por parte da burguesia chilena, apoiada no imperialismo ianque; por outro lado a repressão particularmente brutal de todas as formas de resistência ao fascismo. Todo o apoio ao movimento bolivariano venezuelano. Morte ao fascismo.

O paradoxo da luta política

"Não se revoltarão enquanto não se tornarem conscientes, e só se tornarão conscientes quando se revoltarem"

 em "1984", G.Orwell



[foto]

07/05/2016

Margot Honecker [1927-2016]

Morreu ontem no Chile, onde vivia desde 1992, Margot Honecker, comunista alemã, dirigente do SED e ex-ministra da educação na República Democrática Alemã (RDA). Margot era viúva de Erich Honecker, resistente antifascista que conheceu as prisões da Gestapo antes da derrota nazi de 1945, e que foi líder do SED e principal dirigente político da RDA durante a fase final da história daquele país.

Lamentar a morte de Margot é no contexto actual um risco. A RDA é por quase todos vista através das lentes da narrativa imperante. Em todo o caso o julgamento dos outros pouco me importa, sobretudo porque para mim, muito mais importante do que o julgamento alheio, é o meu próprio julgamento acerca da coerência - entendida como correspondência entre pensamento e acção - que procuro cultivar na minha vida. Lamento profundamente a morte de Margot e creio que é, apesar da discrição em que viveu desde 1992 junto dos meus camaradas chilenos (profundamente apoiados pela RDA entre 1973 e o início dos anos 90 na sua luta contra o fascismo pinochetista), uma enorme perda para o movimento comunista e revolucionário internacional.


[na imagem Margot e Erich Honecker]