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12/02/2016

Nada de novo no reino dos brioches de Maria Antonieta


Muitos milhares de milhões (atenção: milhares de milhões!) depois, dinheiro transferido dos bolsos dos pobres para os cofres da elite financeira, o CDS não encontrou melhor forma de exprimir a sua irritação face ao orçamento do governo PS do que acusá-lo de "atingir o coração da propriedade privada". O CDS do ataque aos mais pobres dos mais pobres, o CDS dos cortes no RSI - esse "subsídio à preguiça" maioritariamente auferido por menores, idosos e trabalhadores activos cujos rendimentos são demasiado miseráveis para garantir os mínimos de dignidade às suas famílias -, o CDS do aumento da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho e do alívio da carga fiscal às empresas, vasculhou o orçamento do PS e desse patético exercício intelectual surgiu no debate de hoje na AR uma questão sobre uma medida que, pelos vistos, nem do OE faz parte: a perspectiva de taxar doações [1]. Heranças, fundamentalmente.

Nada de novo no reino dos brioches de Maria Antonieta. Quando o país se debate com níveis de pobreza pornográficos e indignos de um Estado que não perde oportunidade para se afirmar não apenas "moderno e desenvolvido" mas também "democrático e de direito", o CDS começa a montar guarda ao "coração da propriedade privada", depois de muito ter contribuído para a destruição da propriedade comum. Há patetices que vêm por bem e esta é uma delas. O tiro de pólvora seca disparado pela bancada da marialva extrema-direita parlamentar denunciou - uma vez mais - a sua mal posição camuflada na pirâmide social que ajudou a cristalizar. Que é feito do "elevador social"?


Notas:
[1] "CDS acusa Governo de estar a atingir o coração da propriedade privada", Expresso, 12.02.2016.
[imagem: Patrick Bateman, "American Psycho"]

26/10/2015

O apartheid social de Inês Teotónio Pereira

Contexto: no passado sábado a candidatura presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa organizou uma pouco concorrida sessão (estilo comício) no salão da sede da Voz do Operário, em Lisboa. A ex-deputada do CDS, Inês Teotónio Pereira, foi à Voz e dessa presença no comício de Marcelo resultou uma fotografia legendada que publicou nas redes sociais. Na fotografia pode ler-se a insígnia "Trabalhadores, uni-vos" inscrita em lápide presente no salão. Na legenda a seguinte observação: "Só o Prof. Marcelo me leva a um sítio com operário no nome".