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19/06/2019

Temos futuro.

Os sócios e adeptos do Clube de Futebol "Os Belenenses" tomaram ontem conhecimento, durante a  Assembleia Geral [AG] de Sócios realizada no Pavilhão Acácio Rosa, da aprovação do projecto de requalificação da primeira parcela do Complexo que, de acordo com o "PIP", poderá ser rentabilizada pelo Clube através da contratualização de direito de superfície com promotores de projectos de natureza diversa. No caso da parcela em causa o projecto agora aprovado destina-se à construção de uma área comercial que incluirá um supermercado Lidl. Trata-se de uma notícia desde há muito ansiada pelos belenenses por se encontrar este processo directamente ligado à saúde financeira do Clube e a projectos de modernização futura, que passam também - naturalmente - pela requalificação dos espaços directamente vocacionados para a prática desportiva das várias modalidades do Belém, incluindo naturalmente o futebol. O Complexo Desportivo do Restelo tem-se degradado ao longo de décadas e todos aqueles que todos os dias vivem os problemas ligados aos constrangimentos de espaços no Restelo anseiam por passos em frente na modernização do Pavilhão e do Estádio, pela eventual reconstrução das Piscinas e pela remodelação - ou construção de raiz - de unidades de apoio ao trabalho das secções desportivas, capazes de dar às nossas equipas condições de trabalho próximas àquelas de que gozam os nossos rivais históricos. Hoje, modalidades como o Basquetebol e o Voleibol - que não são reconhecidamente prioritárias na política de investimentos da actual direcção do Clube - têm nos espaços [ou na falta deles] o principal problema ao desenvolvimento do talento que inegavelmente existe no Belenenses. Sublinho: mais do que dinheiro é de mais espaços para treino e competição que precisamos. O pontapé de saída na efectiva concretização da requalificação do Complexo terá certamente em conta essa necessidade premente, que além do mais representa custos avultados para as diferentes secções por via de alugueres de uma dezena de pavilhões fora do Restelo. Associada ao tema do projecto do Lidl surge também a questão da participação ainda existente do Clube de Futebol "Os Belenenses" na sociedade anónima desportiva que se separou do Clube no verão passado. Segundo o Presidente da Direcção do Clube "chegou o momento de vender os 10%" do capital social daquela sociedade, iniciativa que de resto já foi validada pelos sócios em anterior AG e que significará o corte final e definitivo com a realidade institucional do clube entretanto constituído em torno da empresa "Codecity", e que hoje conta não apenas com uma equipa profissional de futebol mas também com vários escalões de formação de futebol juvenil. Tratou-se pois de uma AG relevante, que debateu e apreciou assuntos de enorme relevância para o futuro do Belenenses associativo, consagrado e popular. Temos futuro.

17/06/2019

Nunca mais começa a temporada 2019/2020... Venha ela!

Pouco tenho a acrescentar ao que desde o final da tarde de sábado se foi dizendo, escrevendo, gritando, sentido e partilhando acerca da temporada 2018/2019 do futebol no Belenenses. De resto sou incapaz de viver o Clube de forma parcial, para mim o Belenenses é um só, do futebol à natação, passando por todas as restantes modalidades e considerados todos os escalões do Clube. E na verdade foi um ano em cheio. Como dirigente do basquetebol, colaborador do clube na área da comunicação e sócio que procura estar presente em todas as circunstâncias acho que "dei o litro", muitas e muitas vezes com profundo prejuízo para a minha família, e nesse sentido sinto-me de consciência associativa totalmente limpa. Posso dizer que na época que termina fiz de tudo. Viver o Clube por dentro, em tarefas "de sapa" não raras vezes invisíveis mas sem as quais não há Belenenses, é profundamente enriquecedor, ainda que esgotante. Por outro lado, num Belenenses associativo, dos sócios e para os sócios, cabe-nos sacrificar tempo e bem estar pessoal em prol do projecto comum. Foi assim desde 1919. Será assim no futuro, sejam quais forem os nomes e as caras que carregam as águas, fazem os lanches, conduzem as carrinhas, levam atletas ao hospital e depois os acompanham para que nunca se sintam sozinhos nos momentos mais difíceis. Custa mas compensa. Aliás, aquela tarde de sábado foi - no que ao Belenenses diz respeito - uma das mais felizes da minha vida. Já ninguém a tira a todos aqueles que lá estiveram, ou a quantos estiveram no Restelo e nos muitos campo da "distrital" que visitámos nesta longa caminhada. Perdoem-me se falo tanto de mim... é a minha experiência e a minha vivência que conheço, não falo pelos outros. É também esse um dos méritos deste Belenenses libertado de amarras: cada um tem a sua voz, e cada voz conta. Nunca mais começa a temporada 2019/2020... Venha ela!

03/06/2019

Política & Desporto [iii]

Se todas as formas de comprometimento assumidas no espaço público - incluindo a falta de comprometimento, que é à sua maneira um forma de comprometimento ela mesma... - são políticas, então no contexto específico do desporto aquela que melhor exprime a minha visão do futuro para um Clube - para o meu Clube em particular - é a da defesa do associativismo e da soberania associativa contras as ideias [e práticas] do primado do "negócio" e da "indústria". Uma defesa que se faz com decisões concretas e actos visíveis, palpáveis, sentidos e nunca simulados. Faz-se com palavras com conteúdo, com sentimentos dentro. Palavras como aquelas dirigidas pelo grupo de trabalho do Andebol do Belenenses, após a vitória na Maia, frente ao Águas Santas, na dedicatória do jogo a um associado sempre presente a passar um momento difícil. Faz-se com gestos concretos, como aquele protagonizado pelo plantel principal de Futebol do Belenenses, na Malveira, a favor de um sócio a passar uma fase difícil da sua vida. Faz-se com o carinho espontâneo que se torna evidente no contacto dos craques de azul com aqueles que os seguem para todo o lado, aqueles que gastam a voz, que sacrificam a carteira, a família e o descanso para dar corpo e alma à ideia de um Belenenses consagrado e popular. Este mundo está cheio de craques da bola - jogadores e treinadores - que no momento mais alto das suas carreiras perdem a vergonha e desafiam os poderes da "indústria" com palavras aparentemente incómodas. A verdade é que a "indústria" dorme bem com elas, não as sente como ameaça maior do que um pequeno e episódico beliscão. Coisa diferente será a perspectiva de Clubes com representatividade, nome e história se organizarem para fazer diferente, fora da lógica do primado do negócio. E nesse processo não se envolverem apenas dirigentes e sócios mas também, à sua maneira, os próprios atletas das diferentes modalidades, incluindo do futebol. Isso sim, é política. E política no sentido mais nobre da palavra. Reflexão e acção sobre as causas comuns. O Belenenses vive - pelo menos para já - um processo assim. E é também por isso que, mais uma vez na sua história, o Belém demonstra que não é "apenas" um grande Clube; é também e sobretudo uma certa forma de estar na vida.


09/05/2016

Pontos leva-os a incompetência.

Na jornada 1 da Liga o Belenenses virou um 0-1 para 3-1, deixando-se empatar aos 82 minutos, em casa e contra o Rio Ave. Perdeu 2 pontos. Na jornada 6 levou dois golos (aos 76 e 86 minutos) em Arouca, concedendo um empate que já parecia impossível. Perdeu mais 2, 4 acumulados. Na jornada 11 deu-se o célebre penalty do Tonel em Alvalade, com 1 ponto perdido aos 90+4, 5 acumulados. Na 19ª jornada, frente ao Guimarães, 3-3 com autogolo, perda de dois pontos e 7 acumulados. Na 24ª, autogolo na derrota 1-2 no Restelo frente ao Porto, e vão 8 acumulados. Em Tondela, na 27ª jornada, 2-0 transformaram-se em 2-2 com o empate a surgir aos 90+2. 10 acumulados. Ontem, no campo do Nacional da Madeira, 2-2 aos 90+3, fechando (para já) a contabilidade de pontos estupidamente desperdiçados em 12. 38+12 dá 50, menos dois que o Arouca que de resto foi adversário beneficiado pela incapacidade Belenense no jogo da jornada 6.


[fotografia]

10/02/2016

"A Cruz do meu Bairro" [ou porque razão os 0-5 da passada 6ª feira não provocam urticária nenhuma...]

Os "cinco secos" que a equipa da SAD do Belenenses levou em pleno santuário do Restelo, na passada 6ª feira, levou alguns benfiquistas ao êxtase. Calculo que alguns belenenses terão experimentado a sensação inversa, coisa que aliás não estranho porque noutros tempos - dos quais alguns ainda guardam memória - seria impensável a uma equipa do Belenenses encaixar tranquilamente "cinco secos" do Benfica, num campeonato em que leva uma astronómica quantidade de golos sofridos, onze dos quais contra o principal rival da cidade de Lisboa.

Como nunca fiz segredo do meu amor do Belenenses - coisa que aliás não é assunto lateral e menor na minha vida - compreendo as provocações (umas bem humoradas, outras apenas parvas) que na sequência das tareias que o Belém vai sofrendo me vão sendo lançadas. Um belenense com 38 anos de idade está infelizmente habituado a elas. E a mim, pessoalmente, não me provocam a mais pequena reacção alérgica. Eu explico porquê.

14/10/2015

Um Belenenses sem belenenses

O recente comunicado divulgado pela Fúria Azul [1], a claque organizada do Clube de Futebol "Os Belenenses", é mais um elemento de análise do processo de descaracterização e esvaziamento do clube na sua dimensão popular e associativa. O Belenenses ainda existe, mas os belenenses escapam-lhe a uma velocidade que não abre margem para dúvidas sobre o destino próximo do emblema.