A crónica é uma arte que poucos cumprem com mestria. Talvez por isso me afeiçoe profundamente aos poucos cronistas em que vou identificando a tal arte, pelo menos da forma que a entendo cumprida. Recordo, como exemplos muito queridos, Homero Serpa, n'A Bola ou o Mário Castrim no Tal&Qual.
Este fim-de-semana dediquei-me a um livrinho que resgatou do esquecimento os textos de José Viale Moutinho publicados no DN, entre o final da década de 80 e meados da década de 90. Crónicas bem escritas e melhor pensadas, longe dos lugares comuns e da originalidade postiça que fez e faz escola na pobreza escrita a que se encontram submetidos nos dias que passam os jornais portugueses.