"Uma pulseira que dá choques elétricos de 255 volts, quando a conta bancária ultrapassa o valor mínimo estipulado, é a mais recente invenção para controlar as despesas dos consumidores"
"Pavlok’s Wristband That Electroshocks You For Facebooking Or Skipping Workouts Now On Indiegogo"
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21/05/2016
19/05/2016
Free Chelsea Manning
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17/05/2016
Símio tecnológico.
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26/04/2016
22/04/2016
Julien Mauve
Confesso que estou fascinado com o trabalho fotográfico de Julien Mauve. Os seus foto-ensaios são notáveis reflexões sobre os paradoxos distópicos do contexto em que sobrevivem as sete mil milhões de almas que a terra aguenta à sua superfície. Fotografia conceptual que vale por mil palavras, longe das tentativas de iludir em beleza a falta de conteúdo. Um fotógrafo para conhecer, sem qualquer dúvida.
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05/04/2016
Os papéis do Panamá
i. Dirigentes políticos e celebridades gamando à grande em paraísos fiscais é indecente, mas as cotadas do PSI20 todas - atenção: TODAS - sediadas em geografias fiscais mais vantajosas é "boa gestão"; ii. É perguntar aos indignados de circunstância onde andavam quando a "extrema esquerda" se batia - desde há tantos anos quantos alguns têm de vida... - contra a aldrabice dos paraísos fiscais; iii. Redações: já encontraram ligações do Maduros aos offshores? É que está na hora de começar a libertar os nomes dos carolas de Washington DC (mas daqueles que mandam... não é do senador do Wiscosin, ou do Obama); iv. Para lembrar que o Julian Assange, o Bradley Manning e o Edward Snowden viram as suas vidas desgraçadas por terem optado por revelar ao mundo os crimes do regime made in USA. É já agora que o Aaron Swartz foi indirectamente assassinado pelo FBI. E que não foi o único hacker a suicidar-se após perseguição continuada da polícia política norte-americana;
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23/03/2016
Remote control
23/02/2016
A "cegueira branca" moderna é tecnológica.
"[...] A fim de dar mais vida ao local (um sítio belíssimo, convido a visitar), a diocese pediu a uma escultora que expusesse duas obras diante da catedral. Ao fim de alguns dias, teve de retirar uma das esculturas a pedido das autoridades civis, com o argumento de que muitas pessoas tinham chocado com ela enquanto falavam ou escreviam mensagens ao telefone – e se tinham magoado. Não sei se o género humano foi feito para apreciar uma beleza que não venha no telefone."
[texto completo]
[mais sobre o assunto]
["Se puderes olhar vê. Se puderes ver, repara. A "realidade aumentada" e o empobrecimento da interacção humana, num mundo onde a cegueira branca é tecnológica."]
22/02/2016
18/02/2016
Aaron Swartz
Ao ler a peça publicada no DN acerca de Alexandra Elbakyan e do projecto Sci-Hub [1] lembrei-me de Aaron Swartz [2], "The internet's own boy" [3], detido em Janeiro de 2011 por afrontar o negócio milionário da venda de artigos científicos que na sua essência são património da Humanidade. E todos os motivos são bons para recordar Aaron Swartz.
Notas:
[1] "Rouba artigos científicos aos ricos para os dar a toda a gente", DN, 18.02.2016.
[2] Aaron Swartz, Wikipédia.
[3] "The internet's own boy" [documentário].
Notas:
[1] "Rouba artigos científicos aos ricos para os dar a toda a gente", DN, 18.02.2016.
[2] Aaron Swartz, Wikipédia.
[3] "The internet's own boy" [documentário].
17/02/2016
"The Grand Parade Of Lifeless Packaging"
"[...] For the Grand Parade of Lifeless Packaging
-All ready to use
the Grand Parade of Lifeless Packaging
-just need a fuse. [...]"
-All ready to use
the Grand Parade of Lifeless Packaging
-just need a fuse. [...]"
Liberdade, tecnologia, ética e consciência.
Bem sei que já escrevi por aí uma boa meia-dúzia de posts sobre o romance "Jurassic Park" ("Parque Jurássico", na tradução portuguesa), de Michael Crichton. O livro foi celebrizado através do filme que inspirou, realizado por Steven Spilberg, e é um dos meus favoritos. Em "Parque Jurássico", Crichton problematiza acerca da questão do desenvolvimento tecnológico e das suas barreiras técnicas e éticas. O contexto é o da genética e o enredo gira em torno de um parque zoológico criado numa ilha do Pacífico, ao largo da Costa Rita, no qual foram criados - a partir de moléculas incompletas de ADN - exemplares de dinossauros extintos desde o Cretácico.
Muitos pensarão que "Parque Jurássico" é apenas um filme de ficção-científica que se vê na companhia de pipocas e refrigerantes mas nem o filme pertence a esse campeonato, nem o romance que o inspira padece desse nível de superficialidade. Michael Crichton colocou em "Parque Jurássico", há um quarto de século atrás, questões que ainda hoje são mal compreendidas pela generalidade das pessoas comuns, de entre as quais destaco aquela relativa aos limites éticos que podem limitar aspectos específicos do desenvolvimento tecnológico.
15/02/2016
"Deception"
Existe na língua inglesa uma palavra que resume a coisa de uma forma bastante clara e global. A palavra é "deception" e creio que não tem uma homóloga na língua portuguesa, que é muito mais específica (e talvez por isso muito menos económica) no que à expressão de ideias e sentimentos diz respeito. "Deception" será qualquer coisa como o processo de engano (ou de auto-engano) por meio da difusão de mensagens, ou da adopção de comportamentos, aparentemente verdadeiros que criam no outro (ou no próprio) uma percepção ilusória - e errada - sobre determinado assunto ou objecto.
O facebook - as ferramentas de "social media", aliás - criou nas gentes uma percepção que temo ser errada sobre o potencial de difusão das suas mensagens, ideias, opiniões e "partilhas". Partilhamos e julgamos que o mundo - o nosso ou aquele que está para além do círculo mais ou menos apertado das nossas relações - beneficia da nossa partilha, que lhe presta atenção, que a analisa. Mas na verdade estamos quase sempre "falando" sozinhos, ficamos ilusoriamente convencidos de que falamos para uma sala cheia quando noventa e nove por cento das cadeiras estão vazias. "Deception".
O facebook - as ferramentas de "social media", aliás - criou nas gentes uma percepção que temo ser errada sobre o potencial de difusão das suas mensagens, ideias, opiniões e "partilhas". Partilhamos e julgamos que o mundo - o nosso ou aquele que está para além do círculo mais ou menos apertado das nossas relações - beneficia da nossa partilha, que lhe presta atenção, que a analisa. Mas na verdade estamos quase sempre "falando" sozinhos, ficamos ilusoriamente convencidos de que falamos para uma sala cheia quando noventa e nove por cento das cadeiras estão vazias. "Deception".
14/02/2016
Interview with the Luddite
Entrevista de Kevin Kelly a Kirkpatrick Sale, 06.01.1995.
[entrevista completa aqui]
[entrevista completa aqui]
"(...)
Kelly: You get very specific in the closing pages of your book, where you say that if industrial civilization does not crumble because of the resistance from, say, Neo-Luddites or others, then it will crumble of its own accumulative excesses, specifically "within not more than a few decades." Now, if somebody two decades hence wanted to decide inarguably if you were right or wrong about that forecast, what would be the evidence of that? How would someone know whether you were right?
Sale: I would say that you can measure it in three ways. The first would be an economic collapse. The dollar would be worthless, the yen would be worthless, the mark would be worthless – the dislocation we saw in the Depression of 1930, magnified many times over. A second would be the distention within various societies of the rich and the poor, in which the poor, who comprise, let's say, a fifth of society, are no longer content to be bought off with alcohol and television and drugs, and rises up in rebellion. And at the same time, there would be the same kind of distention within nations, in which the poor nations are no longer content to take the crumbs from our table, and rise up in either a military or some other form against the richer societies. And then the third is accumulating environmental problems, such that Australia, for example, becomes unlivable because of the ozone hole there, and Africa, from the Sahara to South Africa, becomes unlivable because of new diseases that have been uncovered through deforestation. At any rate, environmental catastrophes on a significant scale.
Kelly: So you have multinational global currency collapse, social friction and warfare both between the rich and the poor and within nations, and you have continentwide environmental disasters causing death and great migrations of people. All by the year 2020, yes? How certain are you about all this, what you call your optimism?
Sale: Well, I have spent the last 20 years looking into these problems, and I have suggested to my daughters, who are in their 20s, that it would be a mistake to have children.
Kelly: Would you be willing to bet on your view?
Sale: Sure.
Kelly: OK. [Pulls out a check.] Here's a check for a thousand dollars, made out to Bill Patrick, our mutual book editor. I bet you US$1,000 that in the year 2020, we're not even close to the kind of disaster you describe – a convergence of three disasters: global currency collapse, significant warfare between rich and poor, and environmental disasters of some significant size. We won't even be close. I'll bet on my optimism.
Sale: [Pauses. Then smiles.] OK.
[Sales reaches over to checkbook on his desk and writes out a check. They shake hands.]
Kelly: Oh, boy, this is easy money! But you know, besides the money, I really hope I am right.
Sale: I hope you are right, too."
19/11/2015
"E entretanto, do outro lado do mar, morreu um rio..." [1]
Por vezes interrogo-me se a maior tragédia deste planeta não será o Homem. Faço-o sem pingo de misantropia, sem distanciamento face à espécie a que pertenço, apenas porque me sinto incapaz de compreender a Humanidade e a mim próprio dentro dela.
Não sei o que nos resta de bom senso, de sentido de bem comum. Creio que quase tudo se vai perdendo com cada espécie que ajudamos a extinguir, com cada floresta que dizimamos, com cada rio que afogamos em lixo.
Não sei o que nos resta de bom senso, de sentido de bem comum. Creio que quase tudo se vai perdendo com cada espécie que ajudamos a extinguir, com cada floresta que dizimamos, com cada rio que afogamos em lixo.
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16/11/2015
França, o Facebook e a infantilização do debate político
Os acontecimentos de Paris desencadearam reacções naturais e compreensíveis que, num mundo tomado por formas de individualismo sectário, se expressaram sobretudo através das redes sociais.
As redes sociais são, sabemo-lo bem, espaços cuja estrutura, o ambiente e a lógica muito convidam ao conflito. Elas maximizam a agressividade natural de muitos de nós. São também “lugares” não pensados para debates profundos sobre temas que ultrapassem a superficialidade do penalty duvidoso. Ninguém lê 4000 caracteres publicados num comentário a uma notícia, ou ao “post” de um amigo, mesmo quando não há outra forma de explicar de forma clara uma opinião sem recurso a 4000 caracteres.
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27/10/2015
Frankenstein 2.0
A progressiva mediação tecnológica na relação entre o Homem e o mundo é tema de reduzida expressão no debate público, que parece apostado em relativizar as suas consequências visivelmente avassaladoras que já se fazem sentir em camadas da população cada vez mais alargadas das sociedades mais desenvolvidas.
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