Não sou um experiente frequentador de concertos, não tenho um currículo cheio de presenças nem uma gaveta cheia de bilhetes. Vou apenas a alguns, quando tenho real vontade e efectivo interesse na banda em causa. Dito isto, quem tiver interesse em crítica jornalística encontrará o que procura no Blitz, em texto do Rui Miguel Abreu ilustrado com as magníficas fotografias da Rita Carmo. É seguir o link e está feito.
O meu texto não é sobre o concerto, notem bem; é antes sobre a forma como senti o primeiro espectáculo dos Linda Martini no Coliseu, que se encheu para uma noite memorável, que ficará certamente registada na memória daqueles que tiveram a possibilidade de assistir à primeira apresentação ao vivo do disco "Sirumba".
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03/04/2016
28/03/2016
24/03/2016
Cobain
Uma das minhas mais vivas memórias do liceu diz respeito à forma quase clubística como vivíamos - pelo menos na minha escola - a pertença às subtribos musicais do género emergente a que se convencionou chamar "grunge". O grunge nasceu e morreu entre o final dos anos 80 e o final dos anos 90, num período de aplainamento ideológico tramado, marcado pela vitória do reaganismo sobre o resto da paisagem política e pelo anúncio do fim da história, celebrizado pelo infeliz e hoje anacrónico livro de Francis Fukuyama, em 1989. Apesar de não ser uma etiqueta exclusiva das bandas de um determinado género de rock popular no estado de Washington, com capital em Olympia, o grunge foi fundamentalmente associado a Seattle e à sua isolada cena de bandas de cave.
Na minha escola havia o grupo dos indefectíveis dos Pearl Jam e de Eddie Vedder por um lado, e os seus opositores, mais depressivos e janados, unidos em torno de Kurt Cobain e dos Nirvana, apreciadores de música de poucos acordes e letras incompreensíveis, quase absurdas no seu desafio à tentativa de arrumação da realidade em compartimentos estanque. Eu estava do lado dos primeiros.
Na minha escola havia o grupo dos indefectíveis dos Pearl Jam e de Eddie Vedder por um lado, e os seus opositores, mais depressivos e janados, unidos em torno de Kurt Cobain e dos Nirvana, apreciadores de música de poucos acordes e letras incompreensíveis, quase absurdas no seu desafio à tentativa de arrumação da realidade em compartimentos estanque. Eu estava do lado dos primeiros.
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23/03/2016
Remote control
08/03/2016
"Latinoamérica"
02/03/2016
Unicórnio de Sta. Engrácia ["... A zebra veste de leão / E talvez fique para jantar"]
Os Linda Martini têm disco novo, com apresentação marcada para dia 2 de Abril no Coliseu dos Recreios. Este "Unicórnio de Sta. Engrácia" é o primeiro single do disco, que promete.
01/03/2016
Beverly Kenney
No seu programa na Antena1, "Se as canções falassem", Miguel Esteves Cardoso dedica esta semana a Beverly Kenney. Confesso que com apenas dois programas escutados estou rendido à voz juvenil, brincalhona, audaciosa e rebelde de alguém que deixou muito por cantar. Beverly Kenney acabou com a própria vida aos 28 anos, corria então o ano de 1960.
Ora escutem...
Ora escutem...
26/02/2016
23/02/2016
"4 1/2"
"4 1/2" (four and a half, ou quatro e meio, em português) é o mais recente disco de Steven Wilson. O disco saiu em Janeiro de 2016 e inclui seis faixas que retomam temas caros a Wilson e à leitura do mundo a que tem dado voz ao longo de uma carreira vária, competente, versátil e de respeito profundo e assumido pela música.
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22/02/2016
21/02/2016
19/02/2016
...
Oiçam música - se possível em aparelhagem, fazendo girar cd's ou discos -, vejam filmes (se possível acompanhados), brinquem, demorem-se à mesa, durmam, aproveitem o sol (se o sol aparecer). Leiam, muito. Desliguem os ecrãs.
Bom fim-de-semana.
Bom fim-de-semana.
18/02/2016
17/02/2016
"The Grand Parade Of Lifeless Packaging"
"[...] For the Grand Parade of Lifeless Packaging
-All ready to use
the Grand Parade of Lifeless Packaging
-just need a fuse. [...]"
-All ready to use
the Grand Parade of Lifeless Packaging
-just need a fuse. [...]"
02/02/2016
28/01/2016
"Noite (Alice)", por Bernardo Sassetti
20/01/2016
"Home invasion" [+ "Regret #9"]
08/01/2016
Collecting space
Não vou repetir o argumentário e por isso chego directo à conclusão final: o sr. Steven Wilson é, para mim, o músico. Por outras palavras, a música que faz sabe-me a perfeição sonora, abre-me uma janela para as paisagens mais belas que a arte pode proporcionar a um ser humano neste mundo.
Este "Collecting space" pertence à lista de faixas suplementares da edição especial do disco "Insurgentes", o primeiro LP a solo de Steven Wilson. É uma faixa sublime, que foi originalmente criada durante a gravação de um disco do projecto Porcupine Tree. Triste, como são todas as faixas criadas por Steven Wilson. Nela chamou-me a atenção o solo que se pode ouvir a partir dos 2 minutos e 30 segundos. Não me restam grandes dúvidas de que se trata da guitarra do sr. Wilson, embora soe a erhu, o violino tradicional chinês [1], instrumento símbolo da música tradicional daquele país. De resto a sonoridade asiática em "Collecting space" é assegurada pela utilização de um koto japonês, tocado no álbum por Michiyo Yagi [2]. Uma faixa do outro mundo, digo eu. Um mistério que não quero resolver.
Notas:
[1] Erhu [Wikipédia].
[2] Michiyo Yagi, Youtube.
Este "Collecting space" pertence à lista de faixas suplementares da edição especial do disco "Insurgentes", o primeiro LP a solo de Steven Wilson. É uma faixa sublime, que foi originalmente criada durante a gravação de um disco do projecto Porcupine Tree. Triste, como são todas as faixas criadas por Steven Wilson. Nela chamou-me a atenção o solo que se pode ouvir a partir dos 2 minutos e 30 segundos. Não me restam grandes dúvidas de que se trata da guitarra do sr. Wilson, embora soe a erhu, o violino tradicional chinês [1], instrumento símbolo da música tradicional daquele país. De resto a sonoridade asiática em "Collecting space" é assegurada pela utilização de um koto japonês, tocado no álbum por Michiyo Yagi [2]. Uma faixa do outro mundo, digo eu. Um mistério que não quero resolver.
Notas:
[1] Erhu [Wikipédia].
[2] Michiyo Yagi, Youtube.
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24/12/2015
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