1. A crítica à tecnologia é admissível, mas apenas se profundamente minimizada face à afirmação das suas vantagens.
2. As desvantagens da tecnologia são sempre em quantidade e qualidade inferior às vantagens da tecnologia;
3. A tecnologia está a "alterar o mundo", e quando o afirmamos não nos referimos ao efeito dos processos de produção, alimentação energética e degradação pós-obsolescência que lhe está subjacente;
4. Qualquer crítica à tecnologia que viole os pressupostos anterior é considerada "delirante".
5. A resistência à contínua e acelerada "evolução" tecnológica só pode fundamentar-se numa visão ludita e primitivista que quer fazer retroceder a "civilização" ao tempo das cavernas habitadas por caçadores-recolectores [esses seres violentos, primitivos e primários que são na verdade os nossos avós];
3 comentários:
A defesa do quinto ponto é reaccionária. A falha mais frequente nos seus defensores é dar a tecnologia como o problema, quando a questão está é nas relações sociais que produzem e dão uso à tecnologia. São elas que têm de ser alteradas.
A defesa do quinto ponto só será reaccionária se ignorar que tecnologia e relações sociais estão ligadas desde o momento em que se verificou o primeiro passo da civilização dentro dos pressupostos que quase toda a gente - incluindo tu! - aceita como válidos: a divisão do trabalho. Resistir à tecnologia não significa resistir a toda a tecnologia. De resto creio que te opões a pelo menos parte da tecnologia que ameaça o mundo, independentemente das relações sociais que nela existam, ou coexistam. Certo?
ps. Hoje vou atirar-me ao capítulo XV do Livro 1 de "O Capital". Faz o mesmo e depois falamos sobre o assunto.
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