Tenho escrito amiúde sobre o tema e decidi retomá-lo depois de ler o post publicado no obrigatório "Rugby Dump" acerca do efeito devastador de situações de concussão cerebral em atletas sujeitos a este tipo de situações. O post é ilustrado com um pequeno segmento de um documentário dedicado ao tema, no qual se pode perceber a forma como repetidas lesões deste tipo afectam as funções cognitivas daqueles que as sofrem. Na circunstância John Shaw, 3ª linha da equipa de Glasgow [1].
O rugby é uma das modalidades que mais tem feito pela segurança dos atletas, nomeadamente ao nível daqueles que actuam na chamada "1ª linha". As regras da formação ordenada têm sido revistas de forma a minimizar o seu impacto físico naqueles que se enfrentam naquela fase que é, historicamente, a imagem de marca do jogo de Rugby versão "union" [2]. Acontece porém que as lesões graves continuam a acontecer, e muitos jogadores acabam as suas carreiras com marcas dolorosas que os acompanharão no resto das suas vidas.
O que se passa no contexto do desporto de alta-competição é desde há muito uma opção consciente que prioriza o espectáculo e/ou os resultados face à saúde dos atletas. Desporto é saúde? Nim. Nem sempre.
Notas:
[1] "The Long Term Impact of Concussion on Display", Rugby Dump, 16.02.2016.
[2] Na chamada Rugby League - versão da modalidade particularmente popular na Austrália e no norte de Inglaterra - a formação ordenada não é disputada.
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